sabato 11 settembre 2010
A Universidade e a construção do saber
Aprendi com estes mestres que as Fábulas são a maneira de formar as pessoas no ambiente doméstico. Histórias com moral. Mostram o que é aceitável, inaceitável, valorizado ou não. É um princípio de formação. Destacam valores de humanidade e de solidariedade. Os Mitos, outra maneira de formar, referem-se a coisas que existem na natureza, na sociedade. O mito é extenso. Pode ser desconcertante pela crueza. Mostra que somos santos e diabos. Capazes da maldade, da esperteza, da enrolação. É um processo formador mais estruturado. Fábulas e Mitos, pois, estão dentro do processo formador que atravessa todas as civilizações. Ajudam a compreender a formação da sociedade.
PAIDEIA é o processo pelo qual se deu a formação do Homem grego. HUMANITAS, formação do Cidadão Romano. ESCOLÁSTICA, formação do Cristão Católico. Grande parte da educação brasileira, por exemplo, é moldada nestes princípios trazidos a nós pelos Jesuítas (1549). DIDÁTICA (Século XVIII), que surgiu no contexto da Reforma Protestante. Proposta de educação para todos: meninos e meninas. A finalidade era ensinar a todos a lerem os textos sagrados para se salvarem. Ler é fundamental para a salvação. A REVOLUÇÃO FRANCESA traz o Contrato Social (Rousseau). Direitos e deveres da cidadania. Direitos e deveres de homens e mulheres terem 4 anos de educação básica. Técnicas de ensino. Emancipação. Educação para a salvação, para o consumo... O Ensino Superior.
Mas o que é o Ensino Superior? Existe por acaso um ensino inferior? (Bom, existe o Ensino Médio). O Ensino Superior, digamos, é para pessoas que já foram domesticadas, treinadas e sabem quais são as suas responsabilidades e limitações. É um processo de construção da autonomia intelectual. O Ensino Superior existe para completar o processo de autonomia dos alunos. É um ensino para adultos extremamente sofisticados. A plena VERDADE não existe. O discurso é certo, é provável, é plausível, é certificado pela Academia, que está aí para ajudar a construir o perfil sociocultural, para nos auxiliar a construirmos nossa autonomia intelectual.
A Universidade era uma concessão territorial. Os professores não pagavam impostos. O estudante universitário não participava em refregas. Ter direito a usar cores, Brasão de Armas, o Campus Universitário são memórias de um passado glorioso que construiu o patrimônio da Academia. Direito a um diploma universitário. Antes só podia ser professor quem fosse filho de professor. Hoje é a avaliação pelo mérito feito pelos pares a critério da Universidade ao longo do processo de formação. A construção de uma identidade socialmente reconhecida tem como cenário a construção de um saber. É para isto que nos preparamos no Ensino chamado Superior. O mérito é aferido através de exames. Há uma articulação com o conhecimento. É prazeroso. Cada um encontra o tema que lhe agrada.
Para isso, temos a METODOLOGIA. Há um plano de ensino. Um planejamento prévio. Um ciclo pedagógico. A condução do processo. Plano. Previsão. Avaliação. Controle. São palavras-chave que indicam ser o ensino SUPERIOR para adultos responsáveis, para aqueles que, como o bem-te-vi na janela, querem entrar e participar. É a construção do saber.
Zacharias Bezerra de Oliveira
giovedì 5 agosto 2010
Palavras que mudaram de sentido
Bárbaro – Do grego, βάρβαρος = estrangeiro. Em grego antigo a palavra é de origem onomatopaica, o que fala uma língua estranha e diz: bar, bar, bar... emitindo sons que não se compreende. Plutarco conta que Pirro, o aventureiro rei do Épiro, vendo as legiões romanas organizadas e esplendidamente aparelhadas, disse: “Eu jamais imaginava que esses bárbaros fossem tão civilizados”. Hoje a frase soa contraditória, mas bárbaros aí, era estrangeiros. Foi a violência de certos “estrangeiros” = bárbaros: alanos, hunos, vândalos... que atacaram o império romano semeando desordens, saques e outras violências, que a palavra “bárbaro” perdesse o sentido de “estrangeiro” e passasse a significar só: violento, cruel, desalmado...
Cardeal – Do latim, cardo, cardinis = gonzo... (perno, polo...) que em linguagem figurada quer dizer apoio, base, sustentação, portanto parte essencial e também orientação, como no caso dos quatro pontos cardeais: norte, sul, leste e oeste; ou das quatro virtudes cardeais: justiça, fortaleza, prudência e temperança, que estão na base de todas as outras. A Igreja chama de “Cardeais”, os altos prelados do Vaticano que são conselheiros e auxiliares mais diretos do Papa, no governo da Igreja Católica. Os cardeais veem do ano 113 d.C.
Carpinteiro – Do latim, carpentum = carro. Inicialmente carpinteiro era quem trabalhava na fabricação de carros e carroças, nessa denominação se inclui o carro de trem, que em italiano é “carrozza” = carroça.
Cirurgia – Do grego, χειρουργιία = cirurgia. A palavra é formada de cheir = mão, + urgia = trabalho, palavra oriunda do verbo érgom = trabalhar. O termo cirurgia designava inicialmente todo trabalho feito com as mãos: barbeiro, bordadeira, carpinteiro, pedreiro... e todos os trabalhos. Depois com o desenvolvimento da medicina surgiu um parte especializada em operação e surgir a medicina cirúrgica e a palavra ficou exclusiva para o médico que praticar intervenções operando pacientes.
mercoledì 28 luglio 2010
Palavras que mudaram de sentido
Uma exceção, que vem confirmar essa regra, está nas palavras que têm vários sentidos, como: manga, linha, etc. Se antes de usarmos uma palavra soubermos o seu significado original e sua história, falaremos e escreveremos com mais precisão. Daí a importância de conhecer as palavras no seu significado primevo. Como não sabemos tudo, nós devemos usar o dicionário.
A etimologia é uma ajuda preciosa para compreender o ponto de partida das palavras e seu desenvolvimento ulterior. Os valores podem mudar, perder-se ou tornar-se gradativos.
Alqueire – Do árabe al-kárl, alqueire, originalmente, eram bolsas presas ao dorso dos animais de carga e que continham grãos. Depois passou a significar, por analogia, a quantidade de grãos que cabia em cada bolsa. Era uma medida de capacidade para sólidos e líquidos. Mais tarde o alqueire se tornaria também uma medida de área. Sendo 1 (um) alqueire o correspondente à área necessária para o plantio da quantidade de grãos que cabia naquelas bolsas. Hoje, no Brasil, alqueire é uma unidade de medida de superfície agrária que equivale a 2,42 há. em São Paulo, “alqueire paulista” ou a 4,84 hectares, (MG e R J), ou o “alqueire do norte”, = 27.225m².
Anedota – Do grego, ’ανέκδοτος = inédito, não publicado, não conhecido. A anedota pois, na sua essência é um fato novo, recém criado, não publicado e por isso não conhecido. O que não é o caso de tantas contadas e recontadas mil vezes.
Apoteose – Do grego, ’αποθέωσις = apoteose. A palavra vem de dois termos gregos: apo = depois, após, + Théos = Deus. A apoteose era uma cerimônia solene, que acontecia já no paganismo, com a qual, após a morte de uma pessoa ilustre, se procurava aproximar aquela pessoa dos deuses e se testemunhava a admiração por aquela pessoa. A apoteose era pois uma cerimônia fúnebre, uma espécie de encomendação, como se faz no cristianismo.
Assassino – Do árabe haxaxi = consumidor de hashish bebida alcoólica extraída das folhas de cânhamo (canabis sativa), a popular maconha. Eram chamado “hachachi”, os adeptos de uma seita xiita do século XI, guiada por Hassan Al-Shabbah, conhecido como o velho da montanha. Na época das Cruzadas, os hachachis consumiam a erva antes de investirem sangrentos ataques contra os cristãos. Portanto, de haxaxi = consumidor de erva, posteriormente, se originou a palavra assassino.
venerdì 25 giugno 2010
Como “criar” palavras?
A participação do professor/orientador e de pessoas bem informadas em literatura e em línguas clássicas é fundamental neste processo de criação. É muito importante a participação de todos no processo de criação. Cada um tem a sua contribuição a dar. Não existe opinião que possa ser considerada boba ou que seja logo descartada. Por isso, solte as amarras, extravase, jogue fora a timidez e dê sua opinião. A hora de falar é no momento da criação, quando se realiza a tempestade de ideias. Caso não esteja conseguindo falar, levante o braço, que o professor (moderador) dar-lhe-á voz.
Palavras criadas por escritores clássicos e modernos
Foram muitos os escritores clássicos e modernos que criaram palavras. Homero, de tão embevecido com o belo amanhecer na Grécia, escreveu: “Quando apareceu a filha da manhã, a Aurora rododáctila...” (Ilíada 1,477 e Odisseia 2,1) et passim. Nesse trecho ele cria o termo “rododáctila”, unindo as palavras: “rodos” = rosa + dáctilo = dedo. Portanto ele antropomorfiza Eo, a deusa da aurora, simbolizando-a na rosada mão aberta, fazendo desaparecer as trevas e trazendo o tom rosáceo, prenúncio da luz de um novo e lindo dia. Artistóteles em sua Retórica (1405 b) usa o termo e faz um acurado comentário sobre a beleza, a correção e a exatidão que o mesmo encerra. A Homero, também é atribuído um neologismo grego surgido no seu tempo, numa obra em forma de paródia intitulada: Batracomiomaquia. Esse termo é a simples junção de três nomes: Batráko+mio+maquia = “Batalha das rãs com os ratos”. A autoria nunca foi provada. É bom saber que o termo “mio” em grego, tem um homônimo que é “músculo”.
O escritor francês, François Rabelais *1494+1553, em Pantagruel, criou o personagem Panúrgio, nome composto de pan = tudo, mais urgio, de ergon = trabalho. O termo tem o sentido de esperto, malino, impossível... Panúrgio comprou caro o carneiro mais velho do rebanho de seu desafeto e ato contínuo, jogou-o no mar. Imediatamente todo o rebanho precipitou-se atrás dele. O inimigo perdeu seu rebanho. Por associação pode-se entender as palavras com mesmo final como: cirurgia, dramaturgia, liturgia, meliturgia, metalurgia. mineralurgia, siderurgia, taumaturgia... O economista francês Jean-Claude M. Vincent *1712+1759, em um momento de luminosa inspiração “criou” a palavra: bureaucratie, que é a união da palavra francesa “bureau” = mesa com a palavra grega “cracia” = poder. Em português transformou-se em “burocracia”. Esta foi uma palavra muito bem aceita em todas as línguas ocidentais , o que demonstra ser este um problema universal. Esta palavra é uma feliz criação, pois retrata exatamente o que a burocracia representa: “o poder da mesa”. O sujeito senta-se atrás de uma mesa e tome ordens, exigências para chatear as pessoas... Aqui entre nós brasileiros esta palavra, às vezes, é também traduzida como “burrocracia”, em uma clara alusão de que seriam medidas tomadas por pessoas com poder, mas pouca inteligência.
No início dos anos 60 os russos criaram a palavra “cosmonauta” (que pela nova grafia pode ser “kosmonauta”, pois vem do grego kosmós = universo). No auge da guerra fria, os americanos, “revidaram” criando a palavra “astronauta”. Hoje as duas palavras são usadas igualmente. Em maio de 1998, quando os chineses começaram a explorar o espaço sideral. O chinês Chiew Lee Yih teve a ideia de “criar” um novo nome para designar “um chinês navegando no espaço”. Ele concebeu a palavra “taikonauta”, que é a junção de “taikong” = espaço em chinês (mandarino) + a palavra grega e também latina, “nauta”. É por isso que um chinês navegando no espaço não é um argonauta, não é um kosmonauta, nem um astronauta, mas sim, um “taikonauta”. E a palavra tem tudo para entrar no uso comum mesmo no ocidente.
O escritor palestino Imil Habibi *1922+1996, em livro publicado em 1974, “criou” o termo “pessotimista” com que designa uma pessoa que está num dilema entre o pessimismo e o otimismo, ou que avaliando a realidade concreta gostaria de ser otimista, mas o pessimismo barra-o a meio caminho. O livro foi traduzido para o espanhol e a palavra “pesoptimista” (em espanhol) bastante discutida e utilizada na década de 1990 na Espanha e em países de língua hispânica. O escritor indiano Jairam Ramesh, em 2005, publicou o livro Making Sense of Chindia, (India Research Press, Bangalore). Ele refere-se a um possível novo país CHINDIA, que seria a fusão da China com a Índia, cujos cidadãos seriam os “chindianos”. Esse país com o “software” da Índia e o “hardware” da China desequilibraria o mercado mundial da informática e periféricos.
mercoledì 16 giugno 2010
NOMES INDÍGENAS I
Aimoré. Do tupi, hai = dente, + mbo`re = (de) morder. O que tem dentes. O mordedor.
Aiuaba. Do tupi, ajua-ba = lugar onde amadurecem as frutas.
Ahangá. Do tupi, a`nhá = fugir, espírito fugidio, fantasma. Segundo Fernão Cardim vem de ai ang = alma do mal. Se opõe a Tupã = tub ang = alma do pai, protetor, criador.
Anhanguera. Do tupi, anhangá-wera = diabo que já foi, diabo velho. Pode ter alusão ao bandeirante que ante os índios queimou álcool numa bacia ameaçando por fogo nos rios.
Anhembi. Do guarani, y-nhemby = rio abaixo. Antigo nome do rio Tietê.
Araguaia. Do tupi, ara = tempo, + gway’a = tempo de apanhar caranguejo. Mas José de Alencar diz que vem de ara + gwara = os guerreiros arara. Teodoro Sampaio diz que vem de, a’ra + gwaya = os papagaios mansos.
Arariboia/Araiboia. Do tupi, ara’üba = tempo mau. Ou de ara’mbou = cobra de mau tempo; cobra que respondia ao eco do trovão. Era um Cacique batizado com o nome de Martim Afonso.
Arapiraca. Do tupi, Arapiraca = planta da família das leguminosas. Cidade de Alagoas.
Arapuá. Do tupi, arapuá (ou eiropuá = abelha nativa do sertão que se enrosca no cabelo.
Araripina. Do tupi, arari-pina = lavra dos papagaios, das araras.
Araguaia. Do tupi, ará-uáia = rabo de arara. Variedade de periquito. Rio do Tocantins.
Araguari. Do tupi, Araguari = ave pernalta de cor parda. Cidade de Minas Gerais.
Araquara. Do tupi, arara-cuara = buraco das araras. Cidade de São Paulo.
Araruama. Do tupi, araruama = comedouro/bebedouro dos papagaios. Cidade do Rio.
Arataca. Do tupi, arataca = armadilha para pegar pássaros, arapuca. Praia de Sta. Catarina.
Araxá. Do tupi, ara e’xa = vista do mundo. De onde se vê longe. (Ver Araripe).
martedì 15 giugno 2010
A GÍRIA
O mal reside na adoção da gíria como forma permanente de comunicação, desencadeando processo de esquecimento da linguagem adequada aos padrões correntes da língua e até o desprezo pelo vocabulário oficial. Usada no momento certo, porém, a gíria é um elemento de linguagem que denota expressividade e revela grande criatividade, desde que, naturalmente, adequada à mensagem, ao meio e ao receptor.
Mas observe bem, estamos falando de gíria e não de palavras de baixo calão ou da linguagem rude e mal-empregada das classes baixas, que denotam desrespeito e falta de educação.
Embora seja considerada uma linguagem criativa e expressiva, a gíria só é admitida na língua falada. A língua escrita não a tolera, a não ser na reprodução da fala de determinado meio ou época, com a visível intenção de documentar o fato, ou em casos especiais de comunicação entre amigos, familiares, namorados etc., caracterizada pela linguagem informal.
Portanto, caro leitor, leitora, muito cuidado na utilização da linguagem. Não se deve confundir liberdade com libertinagem. Saber falar e utilizar a linguagem adequada ao meio e ambiente em que se convive é fundamental regra para uma boa convivência.
Zacharias Bezerra de Oliveira
domenica 30 maggio 2010
DE ONDE VÊM AS PALAVRAS?
O autor explica que aboiar vem de boi, do latim, em que o nominativo é bos e o genitivo, bovis. Acrescentaram-se, então, o prefixo "a" e o sufixo "ar" à palavra "boi" e formou-se a palavra aboiar. É o ato dos vaqueiros cantarem à frente do gado para tranquilizar e conduzir as reses. Diversos escritores tratam dos sentimentos do boi, do qual, dizem, só não se aproveita o berro. A monotonia da cantiga, entoada pelos condutores de gado, expressa a saudade de homens e bois, ambos afastados do lar e da querência, rumo a separações inevitáveis.
Segundo Deonísio, Euclides da Cunha discerniu um complicado espaço de negociação devido às ligações afetivas entre homens e boi: "Vai dali mesmo contando as peças destinadas à feira; considera, aqui, um velho boi que ele conhece há dez anos e nunca levouà feira, mercê de uma amizade antiga; além de um numbica claudicante, em cujo flanco se enterra estrepe agudo, que é preciso arrancar; mais longe, mascarado, a cabeça alta e desafiadora, seguindo apenas guiado pela compreensão dos outros, o garrote bravo, que subjugou pegando-o de saia, e derrubando-o na caatinga; acolá, caminhando folgado porque os demais o respeitam, abrindo-lhe em roda um claro, largo pescoço, energadura de búfalo, o touro vigoroso, inveja de toda redondeza, cujas armas rígidas e curtas relembram estalafas, rombas e cheias de terra, guampaços formidáveis, em luta com os rivais possantes, nos logradouros; além, para toda a banda, outras peças, conhecidas, todas, revivendo-lhe todas, uma a uma, um incidente, um pormenor qualquer de sua existência primitiva e simples".
Aliás, esse canto do vaqueiro, que nosso avô, Luiz Bezerra de Menezes Lima, entoou tantas vezes conduzindo gado dos Ihamuns para os sertões de Goiás, também já foi comparado a cantiga de ninar o gado, explica Deonísio, e mereceu outros lamentos, como nos versos de Pedro Bento e Zé da Estrada: "Cada jamanta que eu vejo carregada/ transportando uma boiada,/ me aperta o coração./ E quando olho minha tralha pendurada/ de tristeza dou risada/ pra não chorar de paixão".
Outra canção diz respeito a uma boiada que passava por uma porteira lá pelas bandas de Ouro Fino, Minas Gerais, que era sempre pressurosamente aberta por um menino, o qual, foi um dia atingido por um boi bravo. Estória retratada até nas telas de cinema. Deonísio relaciona a essa passagem do boi pela porteira, à denominação de "boi" à menstruação das meninas em algumas regiões do centro-oeste do país, que também recebe o sinônimo de paquete, uma clara referência ao packet-boat, barco inglês que aportava com a correspondência da Europa uma vez por mês. Estar de boi pode ter influência também do boi bravo, que, segundo explica Deonísio, teria servido de metáfora nordestna para a síndrome pré-menstrual, atualmente conhecida por TPM, as iniciais de tensão pré-menstrual. Mas isso já outra estória...
Zacharias Bezerra de Oliveira