mercoledì 28 luglio 2010

Palavras que mudaram de sentido

Nós aprendemos e usamos palavras, muitas vezes sem nos dar conta de que o significado delas foi atribuído, casual ou deliberadamente, no tempo histórico, por uma ou várias pessoas, ou como em alguns casos, foi motivado por uma situação, um acontecimento ou um fato significativo para a comunidade.
Uma exceção, que vem confirmar essa regra, está nas palavras que têm vários sentidos, como: manga, linha, etc. Se antes de usarmos uma palavra soubermos o seu significado original e sua história, falaremos e escreveremos com mais precisão. Daí a importância de conhecer as palavras no seu significado primevo. Como não sabemos tudo, nós devemos usar o dicionário.
A etimologia é uma ajuda preciosa para compreender o ponto de partida das palavras e seu desenvolvimento ulterior. Os valores podem mudar, perder-se ou tornar-se gradativos.

Alqueire – Do árabe al-kárl, alqueire, originalmente, eram bolsas presas ao dorso dos animais de carga e que continham grãos. Depois passou a significar, por analogia, a quantidade de grãos que cabia em cada bolsa. Era uma medida de capacidade para sólidos e líquidos. Mais tarde o alqueire se tornaria também uma medida de área. Sendo 1 (um) alqueire o correspondente à área necessária para o plantio da quantidade de grãos que cabia naquelas bolsas. Hoje, no Brasil, alqueire é uma unidade de medida de superfície agrária que equivale a 2,42 há. em São Paulo, “alqueire paulista” ou a 4,84 hectares, (MG e R J), ou o “alqueire do norte”, = 27.225m².

Anedota – Do grego, ’ανέκδοτος = inédito, não publicado, não conhecido. A anedota pois, na sua essência é um fato novo, recém criado, não publicado e por isso não conhecido. O que não é o caso de tantas contadas e recontadas mil vezes.

Apoteose – Do grego, ’αποθέωσις = apoteose. A palavra vem de dois termos gregos: apo = depois, após, + Théos = Deus. A apoteose era uma cerimônia solene, que acontecia já no paganismo, com a qual, após a morte de uma pessoa ilustre, se procurava aproximar aquela pessoa dos deuses e se testemunhava a admiração por aquela pessoa. A apoteose era pois uma cerimônia fúnebre, uma espécie de encomendação, como se faz no cristianismo.

Assassino – Do árabe haxaxi = consumidor de hashish bebida alcoólica extraída das folhas de cânhamo (canabis sativa), a popular maconha. Eram chamado “hachachi”, os adeptos de uma seita xiita do século XI, guiada por Hassan Al-Shabbah, conhecido como o velho da montanha. Na época das Cruzadas, os hachachis consumiam a erva antes de investirem sangrentos ataques contra os cristãos. Portanto, de haxaxi = consumidor de erva, posteriormente, se originou a palavra assassino.

venerdì 25 giugno 2010

Como “criar” palavras?

“É preferível ensinar o necessitado a pescar a dar-lhe o peixe já pescado”. Para criar suas próprias palavras faça uma busca de prefixos e sufixos latinos e gregos e, agregando os termos de outras línguas de que muitos são conhecedores, tente “criar” novos nomes compreensíveis, lógicos e aceitáveis. Sugere-se a associação com outras pessoas e a realização de uma “tempestade de ideias” (brainstorming) para trazer à luz as palavras que se quer e são viáveis de serem criadas.

A participação do professor/orientador e de pessoas bem informadas em literatura e em línguas clássicas é fundamental neste processo de criação. É muito importante a participação de todos no processo de criação. Cada um tem a sua contribuição a dar. Não existe opinião que possa ser considerada boba ou que seja logo descartada. Por isso, solte as amarras, extravase, jogue fora a timidez e dê sua opinião. A hora de falar é no momento da criação, quando se realiza a tempestade de ideias. Caso não esteja conseguindo falar, levante o braço, que o professor (moderador) dar-lhe-á voz.

Palavras criadas por escritores clássicos e modernos

Foram muitos os escritores clássicos e modernos que criaram palavras. Homero, de tão embevecido com o belo amanhecer na Grécia, escreveu: “Quando apareceu a filha da manhã, a Aurora rododáctila...” (Ilíada 1,477 e Odisseia 2,1) et passim. Nesse trecho ele cria o termo “rododáctila”, unindo as palavras: “rodos” = rosa + dáctilo = dedo. Portanto ele antropomorfiza Eo, a deusa da aurora, simbolizando-a na rosada mão aberta, fazendo desaparecer as trevas e trazendo o tom rosáceo, prenúncio da luz de um novo e lindo dia. Artistóteles em sua Retórica (1405 b) usa o termo e faz um acurado comentário sobre a beleza, a correção e a exatidão que o mesmo encerra. A Homero, também é atribuído um neologismo grego surgido no seu tempo, numa obra em forma de paródia intitulada: Batracomiomaquia. Esse termo é a simples junção de três nomes: Batráko+mio+maquia = “Batalha das rãs com os ratos”. A autoria nunca foi provada. É bom saber que o termo “mio” em grego, tem um homônimo que é “músculo”.

O escritor francês, François Rabelais *1494+1553, em Pantagruel, criou o personagem Panúrgio, nome composto de pan = tudo, mais urgio, de ergon = trabalho. O termo tem o sentido de esperto, malino, impossível... Panúrgio comprou caro o carneiro mais velho do rebanho de seu desafeto e ato contínuo, jogou-o no mar. Imediatamente todo o rebanho precipitou-se atrás dele. O inimigo perdeu seu rebanho. Por associação pode-se entender as palavras com mesmo final como: cirurgia, dramaturgia, liturgia, meliturgia, metalurgia. mineralurgia, siderurgia, taumaturgia... O economista francês Jean-Claude M. Vincent *1712+1759, em um momento de luminosa inspiração “criou” a palavra: bureaucratie, que é a união da palavra francesa “bureau” = mesa com a palavra grega “cracia” = poder. Em português transformou-se em “burocracia”. Esta foi uma palavra muito bem aceita em todas as línguas ocidentais , o que demonstra ser este um problema universal. Esta palavra é uma feliz criação, pois retrata exatamente o que a burocracia representa: “o poder da mesa”. O sujeito senta-se atrás de uma mesa e tome ordens, exigências para chatear as pessoas... Aqui entre nós brasileiros esta palavra, às vezes, é também traduzida como “burrocracia”, em uma clara alusão de que seriam medidas tomadas por pessoas com poder, mas pouca inteligência.

No início dos anos 60 os russos criaram a palavra “cosmonauta” (que pela nova grafia pode ser “kosmonauta”, pois vem do grego kosmós = universo). No auge da guerra fria, os americanos, “revidaram” criando a palavra “astronauta”. Hoje as duas palavras são usadas igualmente. Em maio de 1998, quando os chineses começaram a explorar o espaço sideral. O chinês Chiew Lee Yih teve a ideia de “criar” um novo nome para designar “um chinês navegando no espaço”. Ele concebeu a palavra “taikonauta”, que é a junção de “taikong” = espaço em chinês (mandarino) + a palavra grega e também latina, “nauta”. É por isso que um chinês navegando no espaço não é um argonauta, não é um kosmonauta, nem um astronauta, mas sim, um “taikonauta”. E a palavra tem tudo para entrar no uso comum mesmo no ocidente.

O escritor palestino Imil Habibi *1922+1996, em livro publicado em 1974, “criou” o termo “pessotimista” com que designa uma pessoa que está num dilema entre o pessimismo e o otimismo, ou que avaliando a realidade concreta gostaria de ser otimista, mas o pessimismo barra-o a meio caminho. O livro foi traduzido para o espanhol e a palavra “pesoptimista” (em espanhol) bastante discutida e utilizada na década de 1990 na Espanha e em países de língua hispânica. O escritor indiano Jairam Ramesh, em 2005, publicou o livro Making Sense of Chindia, (India Research Press, Bangalore). Ele refere-se a um possível novo país CHINDIA, que seria a fusão da China com a Índia, cujos cidadãos seriam os “chindianos”. Esse país com o “software” da Índia e o “hardware” da China desequilibraria o mercado mundial da informática e periféricos.

mercoledì 16 giugno 2010

NOMES INDÍGENAS I

Acajutiba. Do tupi, acaju-tyba = cajual, bosque de cajueiros. Cidade da Bahia.
Aimoré. Do tupi, hai = dente, + mbo`re = (de) morder. O que tem dentes. O mordedor.
Aiuaba. Do tupi, ajua-ba = lugar onde amadurecem as frutas.
Ahangá. Do tupi, a`nhá = fugir, espírito fugidio, fantasma. Segundo Fernão Cardim vem de ai ang = alma do mal. Se opõe a Tupã = tub ang = alma do pai, protetor, criador.
Anhanguera. Do tupi, anhangá-wera = diabo que já foi, diabo velho. Pode ter alusão ao bandeirante que ante os índios queimou álcool numa bacia ameaçando por fogo nos rios.
Anhembi. Do guarani, y-nhemby = rio abaixo. Antigo nome do rio Tietê.
Araguaia. Do tupi, ara = tempo, + gway’a = tempo de apanhar caranguejo. Mas José de Alencar diz que vem de ara + gwara = os guerreiros arara. Teodoro Sampaio diz que vem de, a’ra + gwaya = os papagaios mansos.
Arariboia/Araiboia. Do tupi, ara’üba = tempo mau. Ou de ara’mbou = cobra de mau tempo; cobra que respondia ao eco do trovão. Era um Cacique batizado com o nome de Martim Afonso.
Arapiraca. Do tupi, Arapiraca = planta da família das leguminosas. Cidade de Alagoas.
Arapuá. Do tupi, arapuá (ou eiropuá = abelha nativa do sertão que se enrosca no cabelo.
Araripina. Do tupi, arari-pina = lavra dos papagaios, das araras.
Araguaia. Do tupi, ará-uáia = rabo de arara. Variedade de periquito. Rio do Tocantins.
Araguari. Do tupi, Araguari = ave pernalta de cor parda. Cidade de Minas Gerais.
Araquara. Do tupi, arara-cuara = buraco das araras. Cidade de São Paulo.
Araruama. Do tupi, araruama = comedouro/bebedouro dos papagaios. Cidade do Rio.
Arataca. Do tupi, arataca = armadilha para pegar pássaros, arapuca. Praia de Sta. Catarina.
Araxá. Do tupi, ara e’xa = vista do mundo. De onde se vê longe. (Ver Araripe).

martedì 15 giugno 2010

A GÍRIA

A gíria faz parte do vocabulário de qualquer língua e consta até mesmo dos dicionários e compêndios vernáculos. Ela não é, de forma alguma o flagelo da linguagem. Quem, um dia, já não usou bacana, dica, cara, chato, cuca, esculacho, estrilar?

O mal reside na adoção da gíria como forma permanente de comunicação, desencadeando processo de esquecimento da linguagem adequada aos padrões correntes da língua e até o desprezo pelo vocabulário oficial. Usada no momento certo, porém, a gíria é um elemento de linguagem que denota expressividade e revela grande criatividade, desde que, naturalmente, adequada à mensagem, ao meio e ao receptor.

Mas observe bem, estamos falando de gíria e não de palavras de baixo calão ou da linguagem rude e mal-empregada das classes baixas, que denotam desrespeito e falta de educação.

Embora seja considerada uma linguagem criativa e expressiva, a gíria só é admitida na língua falada. A língua escrita não a tolera, a não ser na reprodução da fala de determinado meio ou época, com a visível intenção de documentar o fato, ou em casos especiais de comunicação entre amigos, familiares, namorados etc., caracterizada pela linguagem informal.

Portanto, caro leitor, leitora, muito cuidado na utilização da linguagem. Não se deve confundir liberdade com libertinagem. Saber falar e utilizar a linguagem adequada ao meio e ambiente em que se convive é fundamental regra para uma boa convivência.

Zacharias Bezerra de Oliveira

domenica 30 maggio 2010

DE ONDE VÊM AS PALAVRAS?

Em seu livro sobre origens e curiosidades da língua portuguesa, cujo título é o mesmo deste artigo, Deonísio Silva (2004), discorre sobre a etimologia histórica de muitas palavras, uma delas está muita ligada às nossas origens sertanejas: aboiar.

O autor explica que aboiar vem de boi, do latim, em que o nominativo é bos e o genitivo, bovis. Acrescentaram-se, então, o prefixo "a" e o sufixo "ar" à palavra "boi" e formou-se a palavra aboiar. É o ato dos vaqueiros cantarem à frente do gado para tranquilizar e conduzir as reses. Diversos escritores tratam dos sentimentos do boi, do qual, dizem, só não se aproveita o berro. A monotonia da cantiga, entoada pelos condutores de gado, expressa a saudade de homens e bois, ambos afastados do lar e da querência, rumo a separações inevitáveis.

Segundo Deonísio, Euclides da Cunha discerniu um complicado espaço de negociação devido às ligações afetivas entre homens e boi: "Vai dali mesmo contando as peças destinadas à feira; considera, aqui, um velho boi que ele conhece há dez anos e nunca levouà feira, mercê de uma amizade antiga; além de um numbica claudicante, em cujo flanco se enterra estrepe agudo, que é preciso arrancar; mais longe, mascarado, a cabeça alta e desafiadora, seguindo apenas guiado pela compreensão dos outros, o garrote bravo, que subjugou pegando-o de saia, e derrubando-o na caatinga; acolá, caminhando folgado porque os demais o respeitam, abrindo-lhe em roda um claro, largo pescoço, energadura de búfalo, o touro vigoroso, inveja de toda redondeza, cujas armas rígidas e curtas relembram estalafas, rombas e cheias de terra, guampaços formidáveis, em luta com os rivais possantes, nos logradouros; além, para toda a banda, outras peças, conhecidas, todas, revivendo-lhe todas, uma a uma, um incidente, um pormenor qualquer de sua existência primitiva e simples".

Aliás, esse canto do vaqueiro, que nosso avô, Luiz Bezerra de Menezes Lima, entoou tantas vezes conduzindo gado dos Ihamuns para os sertões de Goiás, também já foi comparado a cantiga de ninar o gado, explica Deonísio, e mereceu outros lamentos, como nos versos de Pedro Bento e Zé da Estrada: "Cada jamanta que eu vejo carregada/ transportando uma boiada,/ me aperta o coração./ E quando olho minha tralha pendurada/ de tristeza dou risada/ pra não chorar de paixão".

Outra canção diz respeito a uma boiada que passava por uma porteira lá pelas bandas de Ouro Fino, Minas Gerais, que era sempre pressurosamente aberta por um menino, o qual, foi um dia atingido por um boi bravo. Estória retratada até nas telas de cinema. Deonísio relaciona a essa passagem do boi pela porteira, à denominação de "boi" à menstruação das meninas em algumas regiões do centro-oeste do país, que também recebe o sinônimo de paquete, uma clara referência ao packet-boat, barco inglês que aportava com a correspondência da Europa uma vez por mês. Estar de boi pode ter influência também do boi bravo, que, segundo explica Deonísio, teria servido de metáfora nordestna para a síndrome pré-menstrual, atualmente conhecida por TPM, as iniciais de tensão pré-menstrual. Mas isso já outra estória...

Zacharias Bezerra de Oliveira

domenica 23 maggio 2010

NOMES PRÓPRIOS E ETIMOLOGIA

Apresentamos alguns nomes próprios com a devida explicação etimológica. Alguns nomes têm mais de uma explicação possível e nem sempre esta explicação é puramente etimológica. Há casos em que ela se dá por analogia ou outras formas. Os nomes próprios revelam, vez por outra, curiosidades como: Burro, Calógero...

Abdala. Do árabe, Abd = servo, + Allah = Deus. Servo de Deus.
Abdalaziz. Do árabe, Abd = servo, al (artigo), + Aziz = vitorioso. Servo vitorioso.
Arquelau. Do grego, archo = governo, + laos = povo. Governador do povo.
Arsênio. Do grego, arsen = viril, macho. Homem viril.
Arquimedes. Do grego, arqui = super, + medes, de medomai = pensar. Grande pensador.
Artur. Do céltico, art = pedra. Duro como a pedra.
Ascânio. Filho de Enéas, de etimologia desconhecida.
Aspásia. Do grego, aspozomai = abraçar. Mulher que acolhe com ternura. Era uma mulher ateniense célebre por sua beleza.
Asdrúbal. Do púnico, a`ru Baal = auxílio de Baal.
Assurbanipal. De axur-bani-pal = o deus Assur cria o filho.
Astolfo. Do alemão, ast-wulf = a lança que socorre.
Astério. Do grego, astérios = brilhante como um astro.
Atanásio. Do grego, athanatós + imortal. Vencedor da morte.
Ataulfo. Do alto alemão, Auxilio Paternal.
Átila. Do gótico, diminutivo de atta = pai. Significa: Paizinho ou Painho (na Bahia).
Augusto (a). Do latim, Augustus = consagrado pelos bons presságios dos adivinhos.
Aurélio (a). Palavra híbrida, do latim aurum =ouro, + elios = sol. Brilhante como o sol.
Aurora. Do latim, aurorra = brilhar, reluzir, alvorecer.
Austragésilo. Do gótico, austr = brilhante, + Geisel = refém (em alemão). Brilhante refém. É que na antiguidade os reféns eram tomados entre os filhos de pais ilustres.
Autólico. Do grego, autos = próprio; + lykós = lobo. O próprio lobo.
Aziz. Do árabe, significa o Bem Amado.

Balbino (a). Do latim, Balbinu = diminutivo de Balbus. Pequeno Balbo.
Balduino. Do alemão, Bald = audaz, ousado, + win = companheiro. Amigo corajoso.
Baraquias. Do hebaico, Barakiah = Deus abençoou.
Bárbara. Do grego, bárbaros = estrangeiro. Na antiguidade = o que não fala grego.
Basílio. Do grego, Basileios = real, régio. Em russo, Vasili, que foi o primeiro Czar russo.
Batista. Do grego, baptistés = balizador. Aquele que batiza.
Beatriz. Do latim, Beatrix = a que torna feliz.
Belisa. É apenas um anagrama de Isabel.
Belisário. Talvez do grego, belos = dardo. O que arremessa dardos ou flechas.
Benedito. Do latim, bendictus = abençoado.
Benoni. Do hebrico, Ben-aini filho da dor (cf. Gen.35, 18).
Bequimão. Do alemão, Bäckmann = padeiro.
Berengário. Do alemão, Bern = urso, + gar = lança. Caçador de ursos.
Berenice. Do macedônio, fere = trazer, + nike = vitória. Aquela que traz a vitória.
Bernardo. Do alemão, bern = urso, + hard = audaz. Ousado como um urso.
Berto (a). Do alemão, Berth = esplêndido (a). Associado a Alberto, Humberto, Roberto.
Bertoldo. Do alemão, Berth = esplêndido, + wald = chefe. Chefe esplêndido.
Bertrando. Do alemão, Berth = brilhante, + rand = escudo. Escudo brilhante.
Blandina. De origem latina. Significa, mulher, meiga e afável. Mártir cristã do século II.
Boaventura. De origem latina. Significa, o bem-vindo, o afortunado.
Bonifácio. Do latim, bonifatus = bem fadado. Ou de bônus faciens = o que faz o bem.
Breno. Do gaulês, brenn = cabeça. O Chefe. Em latim, Brenus (cf. Tito Lívio, V, 48).
Brígida. Do irlandês, Brig, ou Brighid = forte, grande. A forte.
Brunilda. Do alemão, brünne = couraça, + hild = combate. A que combate com couraça.
Bruno (a). Do francês, brun = moreno, trigueiro. Bruno louro é contradição etimológica.
Burro. Do latim, burrhus. Nome próprio masculino. Pode até ser raro, mas existe. Um deles é célebre, o americano Burrhus F. SKINNER, *1904+1990, um dos grandes psicólogos do século XX. Ele contribuiu muito para a teoria behaviorista, de J. B. Watson.

Caio. Do latim, gaius = alegre. Foi de “gaius” que o francês tirou “gai” = alegre.
Caetano. Do latim, caietanu = natural da cidade de Gaeta (Itália).
Calisto. Do grego, kallistós = belíssimo. O que é muito belo.
Calógero. Do grego, kalogeros = belo velho. Pandiá Calogeras foi o primeiro civil brasileiro da chefiar o Ministério da Guerra, em 1919 no governo de Epitácio Pessoa.
Calícrates. Do grego, kalos = belo + krates = forte. Forte e belo.
Calígula. É o diminutivo de caliga = alpercata dos soldados romanos. Calígula, = Caius César Germanicus, foi criado em acampamentos e recebeu dos soldados esse apelido. Tornou-se o imperador e passou para a história com esse nome: “alpercatinha” = Caligula.
Calíope. Do grego, kalos = belo (a), + ops = face, rosto. De bela face, bonita. Musa da poesia, ela é invocada por Camões em Os Lusíadas.
Calipso. Do grego, kalypsô = esconder. Era uma ninfa que se ocultava na ilha de Ogigia.
Calístenes. Do grego, kalos = belo, + sthenes = forte. Homem forte e belo.
Calvino. Do latim, calvinu = um pouco calvo, meio careca.
Camerino. (Sobrenome). Natural de Camerino, cidade do centro norte da Itália.
Camilo (a). Do latim, Camilus = jovem livre de família importante.
Cândido. Do latim, candidus = ingênuo, simples, puro.
Canuto. Do dinamarquês. Significa, poderoso, forte.
Carlos. Do alemão, Karl = Forte, viril. Ou do latim, carus = estimado.
Casimiro. Do polonês, ukasar = pregar, = mir = paz. Pregador da paz.
Cassilda. Do alemão, aquela que combate com lanças.
Cássio e Cassiano. Do latim, cassis = elmo. Homem armado com o elmo.
Castro. (Sobrenome). Do latim, castrum. Acampamento, fortaleza.
Catarina. Do grego, katarós = puro. Significa, a pura.
Cataldo. Do alto alemão, hatu = guerra, + wald = potente. Fortíssimo na guerra. São Cataldo é o protetor de Taranto, porto militar italiano no calcanhar da bota.
Castor. Do grego, kastor = brilhante.
Catulo. Do latim, catulus = cãosinho, cachorrinho, filhote.
Celeno. Do grego, keláinos = negro, sombrio. Nome de mulher. Era uma das harpias.
Celeste. Do latim, coelestis = habitante do céu.
Celestino (a); Celina. Diminutivos de Celeste.
Celso. Do latim, celsus = alto, elevado, apreciado, respeitado.
Ceres. Do latim, Ceres = criadora. Deusa da mitologia greco-romana.
Cesário. Do latim, Cesarius = Dedicado a César.
Cícero. Do latim, Cícero, ciceronis = grão de bico. (Cf. Plutarco, Vida de Cícero, I, 1).
Cilene. Do grego, kylléne. Nome feminino de etimologia desconhecida.
Cincinato. Do latim, cincinatu = de cabelo cacheado.
Cineas. Do grego, kineas. Nome de homem de etimologia desconhecida.
Cipriano. Do latim, cyprianu = cipriota, natural de Chipre.
Cirene. Do grego, kyrene = Nome de uma das ninfas. É uma cidade da África.
Cireneu. Do grego, kyrenáios = natural da cidade de Cirene.
Ciríaco. Do grego, kyriakós = do Senhor, senhorial.
Cirilo. Do grego, kyrillos = plena autoridade.
Ciro. Do persa = sol; pelo grego, kyrós = força. O que tem poder, o que é forte.
Cláudio (a). Do latim, claudus = manco, coxo. Da família romana, Claudius.
Claudino. É o diminutivo de Claudio.
Claudionor. Significa: “em honra de Cláudio.

mercoledì 19 maggio 2010

A VÍRGULA

Um dos fenômenos dessa nova era tecnológica é a quantidade de informações que se recebe diariamente pela Internet. Entre as tentativas de uns em colher dados de seu computador ou enviar vírus com mensagens do tipo: "oi, lembra de mim? click e veja nossas fotos", ou: "amigo, você está sendo traído, veja aqui as fotos do beijo" e tantas outras que pedem um número de conta bancária para despositar uma soma enorme de dólares que ficou esquecida em um banco da África, ou prêmios de loterias ganho em países, onde eu jamais estive, ou se lá estive nunca na loteria apostei.

"A vírgula" é o título de um texto que recebi já algumas vezes e que me foi enviado recentemente pela amiga, leitora e seguidora de meu blog, Inês Amarante. Segundo informa, o texto faz parte de uma "campanha dos 100 anos da ABI" (Associação Brasileira de Imprensa).

A pontuação é uma das grandes dificuldades encontradas pelos meus alunos de língua portuguesa. Se a vírgula é difícil, imgine o ponto e vírgula. Este último ninguém se arrisca em colocar. Vamos ao texto:

A vírgula

Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI. (Associação Brasileira de
Imprensa).

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere..

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo. ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma
vírgula da sua informação.

Detalhes Adicionais:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER
ANDARIA À SUA PROCURA.

* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...

Zacharias Bezerra de Oliveira